Como seus filhos estão lidando com as emoções na pandemia? As medidas de isolamento social para enfrentar a Covid-19 exigiram o fechamento abrupto das escolas, e ainda não se sabe quando as atividades presenciais poderão voltar à normalidade. Enquanto isso, a maior parte dos estudos se resume a atividades on-line e, quando há encontros presenciais, o grupo é reduzido.

Todas essas exigências, além das demais restrições impostas ao restante da família, estão mexendo com a saúde mental de pais e filhos. Os adultos têm uma tendência natural de lidar melhor com as emoções; as crianças e os adolescentes, porém, podem não reconhecer seus sentimentos e precisar de ajuda.

Que tal compreender melhor essa questão e cuidar da saúde emocional dos seus filhos? Continue a leitura deste post e fique por dentro do assunto!

Quais são os impactos da pandemia nas emoções dos filhos?

Embora a ciência ainda não tenha respostas definitivas sobre como a pandemia vai impactar as emoções de crianças, adolescentes e jovens a longo prazo, pesquisas e estudos — como este realizado pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) — descrevem evidências de que houve um aumento dos casos de ansiedade, depressão, falta de motivação física e mental durante a pandemia.

Essa situação está sendo motivada por diferentes fatores, como:

  • medo de sofrer bullying on-line;
  • dificuldade de se adaptar às aulas virtuais;
  • dificuldade de concentração nas atividades escolares;
  • tédio ou estresse por não poder sair de casa;
  • estresse pela mesma rotina todos os dias;
  • ficar longe dos amigos;
  • medo de violência doméstica;
  • medo de contrair a doença ou de perder um ente querido;
  • medo da família ficar sem dinheiro.

Como a família pode ajudar crianças e adolescentes a lidar com as emoções?

Tanto como medida preventiva quanto diante de alguma alteração no comportamento dos filhos, é preciso tomar as atitudes corretas. Veja como contribuir para que crianças e adolescentes consigam lidar melhor com suas emoções na pandemia.

Monitore o próprio comportamento e o dos filhos

Em primeiro lugar, é preciso notar como a família inteira está se comportando emocionalmente. Em situações de muito estresse, por exemplo, é muito comum que os adultos acabem perdendo o controle, o que impacta diretamente nas crianças. Se você notar algum comportamento como irritação, falta de apetite ou falta de educação nas crianças, enxergue essa situação com empatia.

Os filhos contam com seus pais para fornecer uma sensação de segurança e proteção, e, muitas vezes, atitudes grosseiras ou apáticas são um sinal delas de que precisam de suporte.

Deixe os filhos expressarem suas emoções

Com o fechamento das escolas, as crianças e os adolescentes tiveram sua vida social praticamente interrompida — o que, para eles, significa grandes perdas. Não desmereça os sentimentos deles sobre a falta que faz jogar bola com os amigos, ir ao shopping ou a um parque de diversões.

Se você não souber bem o que fazer, apenas demonstre carinho e diga que entende como eles estão se sentindo. Essa pode ser uma das primeiras experiências que eles vivenciarão em relação a lidar com perdas e limitações.

Siga uma rotina

Os filhos precisam de estrutura e regras. Certifique-se de que haja uma programação para cada dia ― que deve incluir horários de sono, higiene, alimentação, seguir o cronograma escolar de aulas, o horário de estudo individual etc.

Não se esqueça de que, assim como há atividades obrigatórias, também é preciso incluir momentos de lazer, organização da casa, estar com a família, entre outros. Além disso, incentive que eles se desconectem da tecnologia e façam atividades ao ar livre ― até para diminuir o acesso a conteúdos difíceis, como notícias sobre mortes na pandemia. Só não se esqueça das recomendações da OMS em relação à proteção contra o coronavírus!

Você verá que eles sentirão um grande alívio ao saberem quando devem estar voltados às suas atividades obrigatórias e quando têm um tempo livre.

Esperamos que essas dicas e informações ajudem a sua família a lidar com as emoções na pandemia. Lembre-se de que os familiares têm um papel importante para que crianças e adolescentes passem por essa fase de maneira equilibrada. Dê o apoio necessário e não recuse auxílio profissional, se for o caso!

Fonte: Escola Inteligência